POLÊM!CA Revista Eletrônica

Questões Contemporâneas

DETERMINANTES DO CRESCIMENTO DA CAPACIDADE PRODUTIVA E COMPETITIVA DAS EMPRESAS E SETORES TRADICIONAIS E DINÂMICOS

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Edilene Dias Santos é Graduada em Economia e Administração, Especialista em Gestão e Planejamento Estratégico; Especialista em Economia Política Regional, Mestre em Recursos Naturais e, atualmente, Doutoranda em Recursos Naturais pela Universidade Federal de Campina Grande/UFCG

Valquíria Dias Amorim é Graduada em Economia e Especialista em Economia Política Regional pela UFCG.
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Resumo: Devido às transformações nas relações econômicas mundiais, a competitividade ganhou status de propulsora da existência das empresas na escala competitiva. O conceito de competitividade discutido atualmente segue, em sua maioria, a definição oferecida por Michael Porter, um dos principais construtores dos pilares fundamentais da competitividade. Diante da estrutura de mercado, as empresas adquirem e assumem um comportamento, através de condutas onde são tomadas decisões bastante estratégicas. Diante disto, este artigo visa estudar os determinantes da capacidade produtiva e a competitividade das empresas e setores, relacionando-os ao padrão de concorrência vigente nos mercados.
Palavras-chave: Competitividade; Estratégia; Distritos Industriais.

Determinants of growth of productive capacity and competitive enterprise and traditional sectors and dynamic

Abstract: Due to changes in world economic relations, competitiveness gained the status of propelling the existence of businesses in the competitive scale. The concept of competitiveness discussed now follows, in most cases, the definition offered by Michael Porter, one of the main builders of the fundamental pillars of competitiveness. Given the market structure, firms acquire and assume a behavior, through ducts where strategic decisions are made fairly. Thus, this article aims to study the determinants of productive capacity and competitiveness of businesses and industries, related them to the standard of competition in existing markets.
Keywords: Competitiveness, Strategy, Industrial Districts.

INTRODUÇÃO

As empresas e o seu crescimento têm determinados aspectos muito particulares, dentro dos mais diversos segmentos do comércio, indústria e entretenimento. Tais aspectos podem impulsionar ou não a capacidade produtiva e tecnológica das organizações em relação ao capital e suas várias conceituações. Aborda-se, principalmente neste trabalho, a definição de capital trabalho e suas relações comerciais e industriais em competitividade.

A relação capital-trabalho é primordial para se analisar e se aprofundar nos estudos e pesquisas do âmbito empresarial competitivo, a partir daí, o presente trabalho busca apresentar questões, formas e direcionamentos pertinentes à competitividade e aos setores empresariais.

Método

Para a realização deste artigo foram utilizadas referências bibliográficas relevantes e direcionadas ao tema.

A pesquisa bibliográfica dará embasamento teórico para respaldar a construção do conhecimento acerca do objetivo de estudo. Segundo Severino (2007, p. 122) “A pesquisa bibliográfica é aquela que se realiza a partir do registro disponível, decorrente de pesquisas anteriores, em documento impressos, como livros, artigos e teses etc. (...) utiliza-se de dados ou de categorias teóricas já trabalhados por outros pesquisadores e devidamente registrados. (...) o pesquisador  trabalha a partir das contribuições dos autores dos estudos analíticos constantes do textos”.

Para Gil (2002, p. 45) “a principal vantagem da pesquisa bibliográfica reside no fato de permitir ao investigar a cobertura de uma gama de fenômenos muito mais ampla do que aquelas que poderia pesquisar diretamente. Essa vantagem torna-se particularmente importante quando o problema de pesquisa requer dados muito dispersos pelo espaço”.

Resultados da pesquisa e discussão

O ambiente empresarial e industrial vem sofrendo alterações significativas nas últimas décadas. Os conceitos de competitividade, concorrência, globalização e setores tradicionais e dinâmicos empresariais, assim como a economia do conhecimento, sistemas de informação e redes e cooperatividade, emergiram nesse processo de transformação.

Antes da Revolução Industrial, identificavam-se empresas na esfera comercial, mas a produção fazia-se em geral de forma doméstica ou em oficinas, caracterizando-se por empresas familiares ou sociedades de natureza jurídica simples. Algumas escolas econômicas propuseram suas formulações para essas modificações no cenário econômico. Para a Escola Neoclássica a lei dos rendimentos(1) era determinante e procuravam relacionar a ampliação da atividade econômica à produtividade. Segundo Adam Smith, quanto mais amplo o mercado, mais profunda pode ser a divisão do trabalho. David Ricardo (1815), também economista, visualizava a agricultura através da lei dos rendimentos decrescentes.

Para o conceito de empresas, segundo Marshall (1996), estas se desenvolvem ao longo de um ciclo de vida, no qual nascem e sobrevivem, se o fundador da mesma possuir qualidades que o selecionem no ambiente. Já de acordo com Schumpeter (1956), as empresas se comportam de acordo com rotinas cristalizadas, através de sua experiência, onde possuem o papel de coordenar a atividade interna dos membros da empresa, ao mesmo tempo em que comparam o conhecimento da organização a um código genético, levando em consideração o conhecimento tácito. Para esta corrente, as tecnologias por si só não caracterizam inovação, mas exigem uma ação sistematizada, com rotinas específicas. Neste ambiente com novos conceitos e paradigmas, a globalização tem um papel central na capacidade produtiva e competitiva das empresas e indústrias, interagindo ambas com o mercado. Os setores multinacionais procuram obter um volume significativo de operações e de atividades de marketing fora de sua base nacional, num universo amplo e variado. Os setores multidomésticos adotam estratégias separadas em seus mercados externos, admitindo os desafios competitivos de maneiras independentes, os diversos mercados.

Segundo Porter (1986), estratégias globais exigem uma nova postura gerencial, capaz de identificar a natureza da competição, de justificar as necessidades de investimento ou de sustentar alterações do cotidiano.

Tratando-se da competitividade, esta é um dos princípios da economia e teve como principais precursores David Ricardo e Adam Smith. Para o segundo, a concorrência objetiva a capacidade de competição entre si, os atores envolvidos contribuem assim para o progresso geral da sociedade. Já Ricardo observa a competitividade através da análise das vantagens comparativas, baseando-se no estabelecimento de um processo de interação e intercâmbio, onde os envolvidos nas transações são mutuamente beneficiados nas relações.

Para Porter (1993), o conceito que mais se adequa à competitividade é em relação à produtividade, sendo vista e compreendida sob diversas óticas, de acordo com o panorama macroeconômico, impulsionado por variáveis como taxa de câmbio, políticas governamentais e déficits, baixos gastos com força de trabalho, recursos naturais e práticas administrativas. Diferenças nas estruturas econômicas, culturas, valores e instituições alavancam o sucesso competitivo. Como determinantes estruturais da intensidade de concorrência, temos as cinco forças competitivas: entrada; ameaça de substituição; poder de negociação dos compradores; e rivalidade entre os atuais concorrentes. Clientes, fornecedores, substitutos e os entrantes potenciais são concorrentes para as empresas na indústria, que possuem maior ou menor importância, dependendo das circunstâncias. Neste sentido, a concorrência poderia ser conceituada como rivalidade ampliada.

As cinco forças competitivas juntas determinam a intensidade da concorrência na indústria, e sua rentabilidade, sendo que forças mais acentuadas se sobressaem e tornam-se essenciais na formulação de estratégias. A análise estratégica das empresas deve envolver cada um dos pontos fortes e fracos das forças competitivas. As ameaças de entrada, barreiras de entrada, que envolvem economias de escala, diferenciação de produto, necessidade de capital, custo de mudança, acesso aos canais de distribuição, desvantagem de custo independente de escala, e, por parte de políticas públicas, neste segmento, a retaliação prevista e o preço de entrada dissuasivo. Destacam-se ainda a rivalidade entre os concorrentes existentes, ameaças de produtos substitutos, poder de negociação dos compradores e poder de negociação dos fornecedores. Todas estas forças e seus pontos fortes e fracos constituem fatores peculiares que podem mudar ao longo do tempo, porém, influenciam a concorrência e a rentabilidade de forma transitória.

A concepção de imperialismo que foi perpetrada por economistas alemães e ingleses no início do século XX se constituiu em duas características fundamentais: o investimento de capital externo e a propriedade econômica monopolista. Desse modo, a capitalização das nações imperialistas gradativamente se ampliava, por conseguinte a ‘absorção’ dos países dominados, pois monopólios, mão de obra barata e abundante e mercados consumidores levavam ao ciclo do novo colonialismo, que é o produto da expansão constante do imperialismo. Após o fim desta concepção de imperialismo, a economia e a globalização atuaram de maneira distinta e específica em diversos países. Nos anos 50 no Brasil, ocorreram diversas modificações automotivas, novas estratégias de gestão no Brasil e no mundo, e, novas formas de produção flexível como, por exemplo, o caso da Caterpillar, que adotou estratégias globais integradas, alta gerência comprometida com o tipo de sistema flexível de fabricação automatizada, com novos modelos de bloqueios aos mercados fortes.

 Os distritos  Italianos (DIs) deram o impulso inicial a uma reflexão mais geral sobre o impacto dos rendimentos crescentes no desenvolvimento econômico. Paul Krugman (1991) vê na localização dos DIs não apenas vantagens, mas também uma fonte de desvantagem ao desaparecerem suas condições originárias de desenvolvimento. Nos DIs e nos sistemas produtivos locais o território desempenha um papel importante, funcionando com um sistema de coordenação das atividades econômicas e como fonte de identidade social. Apenas alguns contextos locais conseguem desempenhar com eficácia o papel de integração flexível e entre estes figuram muitos sistemas produtivos locais e distritos do nordeste italiano. Nestes distritos, o território favoreceu a construção de uma rede material e cognitiva capaz de internalizar as inovações tecnológicas nos processos locais de aprendizagem produtiva.

Michael Porter (1990) afirma que a concentração espacial das relações econômicas favorecem tanto a rede de interdependência setorial quanto a troca de informações e a harmonia nos objetivos de desenvolvimento, tornando mais forte a rivalidade doméstica, através da vizinhança geográfica. Os DIs possuem certa capacidade dos recursos endógenos das sociedades locais para a promoção do desenvolvimento, como também fatores substancialmente exógenos, atribuindo a estes a responsabilidade pelo crescimento. A industrialização alternativa ao fordismo sobreviveu no curso do tempo, percebendo, porém, facilmente que a atenção disciplinar alinhou-se às configurações produtivas realmente predominantes; os sistemas de especialização flexível poderiam até sobreviver, mas somente como variantes internas de um ecossistema regulado pelo fordismo. A crise do fordismo clássico se deu através do aumento das complexidades não governamentais pelas lógicas da produção em massa, onde surgiram novas direções, como o aumento de variedade e indeterminação dos mercados finais; uma demanda crescente por diferenciação e personalização dos produtos e serviços, deixando de lado as vantagens das economias industriais caracterizadas pelos grandes volumes de produção para destacar, o alto valor agregado incorporado aos produtos e serviços.

Outra razão da crise do fordismo foi o impulso contínuo que a ciência dá à inovação tecnológica. A rapidez da inovação, contrastando com a lenta transformação das plataformas tecnológicas deste modelo de produção, mudam os fatores de vantagem favorecendo organizações sociais mais flexíveis. A passagem do paradigma mecânico para as novas tecnologias da informação favorece a decomposição técnica do ciclo produtivo, fazendo possível e conveniente a articulação em rede da organização industrial. Com o surgimento da economia do conhecimento, surgem também novos mercados e uma nova situação no âmbito empresarial e industrial. O progresso técnico e a mudança técnica já eram elementos de importância para a ciência há bastante tempo. Karl Marx (1994), um dos maiores críticos do capitalismo reconheceu a importância da inovação tecnológica como instrumento vital para o desenvolvimento do capitalismo. Mas, o conceito de inovação assume real importância com o trabalho de Schumpeter (1984). Neste trabalho, o autor afirma que o processo inovativo compreende uma revolução na estrutura econômica a partir de si mesma, destruindo o antigo e criando continuamente elementos novos: a destruição criadora.

O conhecimento constitui o eixo e ao mesmo tempo o equilíbrio estruturante da sociedade, organizações, indivíduos. A capacidade de lidar, gerir de forma competente este conhecimento faz com que todos consigam administrar o atual ambiente onde ocorrem modificações de forma acelerada e complexa. Aprimorar tal competência é necessário para a sobrevivência das organizações. A economia do conhecimento traz consigo uma quebra de paradigmas e novos conceitos, mas também uma série de proposições a serem avaliadas ou repensadas. O capital humano passa a ser efetivamente o mais importante nas organizações, porém, como disse John Maynard Keynes: ”A dificuldade maior não está em persuadir as pessoas a aceitarem as ideias novas, mas em persuadi-las a abandonar as antigas." (KEYNES, 1936).

Os setores industriais considerados tecnologicamente maduros nos anos 1960 e 1970 foram rejuvenescidos por mudanças tecnológicas radicais e por formas incrementais de mudança. No centro de todo este processo de transformação está um número de áreas caracterizadas por um veloz desenvolvimento tecnológico: microeletrônica, melhorias radicais em velhos materiais, avanço em biologia molecular. Na década de 80 o chip foi um dos avanços mais significativos nesse aspecto, pois proporcionou um impulso às tecnologias da informação de maneira fantástica.

Neste contexto de mudanças, as políticas industriais se mostram voltadas a uma nova era, onde assumem o papel de caminho, trajetória para um bom desempenho da competitividade nas indústrias. Existem dois alvos prioritários da política industrial, as políticas horizontais que são aquelas que buscam melhorar o desempenho da economia na sua totalidade, sem privilegiar indústrias específicas e as políticas industriais verticais, que privilegiam deliberadamente uma indústria específica. Atualmente, existe uma série de políticas voltadas ao meio ambiente, sejam de comando e controle; adoção de instrumentos econômicos ou comunicação, objetivando um melhor aproveitamento dos recursos naturais e o prolongamento e preservação da vida humana na terra.

Faz-se então uma reforma na base estrutural das políticas industriais, agora partindo do ponto que devem obter a estabilização, entendida como a etapa inicial de um processo de desenvolvimento; recuperar as finanças públicas e a articulação de financiamento dos setores públicos e privados; reforma tributária e, não menos importante, zelar pela convergência entre equidade e competitividade, acelerando a modernização das relações de trabalho de forma a induzir uma distribuição sistemática e equitativa dos ganhos de produtividade. Torna-se também prioridade a promoção da concorrência; a criação de uma comissão da competitividade e meio ambiente. O Estado brasileiro é na verdade reposicionado diante das mudanças que ocorrem. A concorrência também muda com a intervenção do Estado. Agora ele dá suporte a algumas empresas, "abraça" alguns seguimentos e nichos de mercado. Nessa grande mudança no papel do Estado, agora como grande promotor da competitividade, acontecem importantes alterações nas dimensões sistêmica, empresarial e setorial, conseguindo isso através do desenvolvimento de quadros técnicos capacitados, restauração da capacidade de planejamento e o desenvolvimento da capacidade de regulação. As relações entre Estado e Mercado sempre foram motivos de estudos e discussões. Historicamente, desde a mão invisível do Estado no mercado com Smith e depois na metade do século XX com o intervencionismo nas linhas de Keynes e Marx, em seguida na década de 80 com o liberalismo alguns segmentos, agrícolas, siderúrgicos, etc. A característica típica da concorrência, a rivalidade agora não existe, devido a essa posição do Estado, que interfere na concorrência externa, com altas taxas, impedindo que outras empresas entrem no mercado brasileiro.

Dentro deste ambiente, a cooperação vem adicionar às mudanças ocorridas no modelo de concorrência mais um diferencial. Agora, o mercado passa a concentrar-se não apenas na empresa individual, mas nas relações entre as empresas e as demais instituições. As redes vêm colaborar com esses aspectos, trazendo alianças estratégicas entre empresas e outras formas de cooperação produtiva e tecnológica; programas de cooperação específicos; sistemas flexíveis de produção, cadeias produtivas; distritos industriais e inovação e evolução, no sentido de ajudar, analisar, disseminar o conhecimento entre as redes.

Um dos conceitos de redes é utilizado no tratamento de problemas de natureza alocativa, que ocorrem na ciência econômica, relacionados com as externalidades, que podem ser técnicas, através de modificações nas características das respectivas funções de produção; externalidades pecuniárias; mudanças nos preços relativos dos fatores e em modificações de estruturas de custo das empresas; externalidades tecnológicas, ligadas a adoção, difusão e inovações no mercado e externalidades de demanda, na qual a demanda de bens oferecidos por cada unidade é afetada por modificações na demanda de outras unidades. Na análise tradicional, as externalidades funcionam como fator de fortalecimento das interdependências entre unidades produtivas inseridas nessas indústrias, possibilitando a caracterização dos mercados respectivos como uma rede de agentes interdependentes.

Considerações finais

No novo contexto, de uma nova era a qual estamos vivenciando, existe um processo transitório seja econômico, industrial, mercadológico, competitivo ou global e os agentes econômicos da capacidade produtiva e competitiva, assim como outros agentes, que não são mais os mesmos, ou, pelo menos, não totalmente. Exige-se deles uma nova postura, trata-se do mesmo ato de uma peça teatral, só que com novo figurino e cenário.

Da década de 70 pra cá as mudanças ocorridas foram profundas, dadas a desregulamentação dos mercados financeiros e a potencialização do avanço das tecnologias de comunicação. Também na década de 70, com a crise do petróleo e a entrada de empresas japonesas, acirrou-se a competitividade e originou-se uma reestruturação das empresas.

Já nos anos 80, com a redução das barreiras nacionais ao comércio internacional e com os novos conceitos e mecanismos gerados pelas tecnologias nos mais diversos setores e a globalização produtiva, passa a levar as empresas internacionais a procurarem se organizar em suas operações. Nesta mesma década, Porter (1993) vem tratando das cadeias de formação de valor, e se tratando de uma economia baseada no conhecimento, este é a mais nova e mais importante “mercadoria”. A partir daí as empresas passaram a focar suas atividades em alvos que realmente agregassem valor: o conhecimento.

Pode-se comparar a sociedade, nos princípios dos anos 70, quando se iniciou a valorização do indivíduo e do conhecimento, juntamente com o respaldo das revoluções industriais e tecnológicas, à situação de caos, como mostra o livro e filme de José Saramago, Ensaio sobre a cegueira, onde aquele que detém a informação detém o poder, a capacidade de decisão e manipulação através de estratégias, fazendo com que todos a sua volta adquiram um novo meio de se adaptar à nova realidade.

Não foi diferente com o papel do Estado, que passou a ter que atuar com participação e transparência, com o dever de zelar para que iniciativas individuais que resultem da competição entre os agentes privados tenham consistência e coerência na construção da competitividade e desenvolvimento nacional.

As transformações e mudanças ocorridas nas últimas décadas forçaram a economia, indústrias e setores a uma nova postura, exigindo uma quebra de paradigmas e abrindo portas e direcionamentos a novos modelos econômicos, tecnológicos, naturais e sociais.

NOTAS:

(1)Essa lei diz que ao aumentar o fator variável (mão -de -obra), sendo dada a quantidade de um fator fixo, a produção marginal do fator variável cresce até certo ponto e, a partir daí, decresce, até tornar-se negativa.

 

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Recebido em: 22/06/2013

Aceito em: 10/04/2014

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