MARTIN BUBER, DIÁLOGOS E ALTERIDADE NA EDUCAÇÃO

José Mauricio de Carvalho

Resumo


Neste trabalho examinamos os principais textos do filósofo judeu Martin Buber sobre educação. Pudemos mostrar como ele associou as concepções pedagógicas mais conhecidas no mundo ocidental, que focam respectivamente: 1 na liberdade e autonomia do aluno e 2 na modelagem do seu comportamento. Essas duas concepções ganham mais consistência se forem superadas numa síntese resumida num nacionalismo universalista. Portanto, mostrando a insuficiência de ambas as concepções, Buber, explicou que encontrava no judaísmo os elementos para um humanismo universalista e para uma educação construída no diálogo e na alteridade. Sua proposta educacional se baseava nas suas teses antropológicas, segundo a qual o homem descobre o sentido de sua vida quando se relaciona pela palavra princípio Eu – Tu e faz experiência do mundo através da palavra princípio Eu – Isso. Quem fica só na experimentação do mundo limita-se ao conhecimento objetivo que vem da ciência e permanece na periferia da verdadeira realidade. Sendo assim, tivemos que comentar rapidamente os elementos da fenomenologia do diálogo buberiana que se forma a partir dos dois pares de palavras-princípios. Com essa questão se toca no centro de seu pensamento fenomenológico e no núcleo de sua contribuição à fenomenologia da intersubjetividade.


Palavras-chave


Buber; filosofia; diálogos; alteridade; educação.

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DOI: https://doi.org/10.12957/periferia.2020.42085

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Revista Periferia, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas – PPGECC/UERJ - ISSN: 1984-9540