Gramaticalização da preposição “para” no português falado no Rio de Janeiro

Maurício Rubens de Carvalho Guilherme

Resumo


Resumo: O presente artigo tem como objetivo argumentar em favor de que a preposição para esteja passando por um processo de gramaticalização. Para tanto, baseia-se nos princípios estabelecidos por Meillet (1912), Kurylowicz (1965), Givón (1979), Lehmman (1982) e Heine (1993), os quais defendem que nesse processo estejam presentes fenômenos como, erosão fonética, coalescência, abstração e generalização; fenômenos que podem ser observados na preposição em análise. Com a finalidade de exemplificar e ratificar o argumento de que essa preposição está passando por um processo de mudança, foi feito um levantamento das ocorrências da citada preposição, em suas formas plena e reduzida, no corpus do projeto Norma Linguística Urbana Culta do Rio de Janeiro (NURC/RJ). O que se pôde concluir a partir dessa análise é que a redução da preposição mencionada é maior quando esta apresenta conteúdo semântico mais abstrato, ratificando a argumentação de que esteja ocorrendo um processo de gramaticalização.


Palavras-chave


gramaticalização; preposições; variação linguística; erosão.

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DOI: https://doi.org/10.12957/palimpsesto.2018.36608

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ISSN 1809-3507 | DOI: 10.12957/palimpsesto


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