Performances escritas: o gesto auto-etnográfico em México de Erico Veríssimo

Carla Damêane P. de Souza

Resumo


Este ensaio destina-se a analisar o diário de viagem México, 1996, do romancista Erico Veríssimo apontando em sua estrutura narrativa a expressão do performático. Além de fazer uma leitura inter-cultural possibilitada pela zona de contato, ou seja, o país no qual esteve, sua narrativa apresenta formas de desenhar as diferenças culturais, e o local é representado segundo uma dinâmica de movimentos no tempo e no espaço a partir do encontro com o estranho. Desde o conceito de transgênero performático conforme defende Graciela Ravetti (2003), estuda-se o gesto autoetnográfico e se propõe identificar de que maneira Veríssimo efetiva, através de sua narrativa itinerante, um resgate das memórias oficiais e populares do povo e do território mexicano. As descrições do outro sugerem diferenças locais e culturais, e inspira a pergunta: quem ainda aprende com as narrativas ou relatos de viagem?

Palavras-chave


Narrativas de viagem; escritas performáticas; memória cultural

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ISSN 1809-3507 | DOI: 10.12957/palimpsesto


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