Eça de Queirós e as tendências do fim do século; um diálogo com Antero de Quental

Silvio Cesar dos Santos Alves

Resumo


Para Antero de Quental, uma visão completa da realidade deveria considerar seus aspectos mais diversos, em vez sonegar suas contradições. Em seus textos filosóficos, Antero irá apontar o sincretismo como o passo inicial de uma evolução da humanidade rumo à santidade, alcançada graças à soberania da razão e da consciência nos atos humanos. Eça de Queirós, que, na juventude, compartilhara com Antero essa crença positivista no poder da razão e da consciência de garantirem ao homem o “Bem” absoluto, em textos como Positivismo e Idealismo e O “Bock Ideal” revela-se bem mais crítico em relação aos pressupostos do positivismo. Nas obras publicadas ou escritas nas décadas de 80 e 90, será possível notar sua adesão a certa forma de sincretismo estético, como o pregado por Antero, mas, ao contrário do amigo, Eça reconhecerá que a consciência está sujeita a equívocos e que a crença na sua infalibilidade pode levar o homem a prejuízos incontornáveis.


Palavras-chave


Sincretismo; Crise; Humanismo

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Direitos autorais 2018 Silvio Cesar dos Santos Alves

 


ISSN 1809-3507 | DOI: 10.12957/palimpsesto


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