ULANO MALTA: A TENSÃO ENTRE PÚBLICO E PRIVADO NO ROMANCE UM RIO CHAMADO TEMPO, UMA CASA CHAMADA TERRA, DE MIA COUTO

Gabriela Rocha Rodrigues, Lúcia Sá Rebelo

Resumo


Este artigo analisa as tensões entre o público e o privado vivenciadas pelo personagem Fulano Malta da obra Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra (2002), do moçambicano Mia Couto, a partir das considerações sobre o Estado pós-colonial feitas por Partha Chatterjee. Segundo este autor, o nacionalismo anticolonial cria seu próprio campo de soberania no interior da sociedade colonial, cindindo o mundo das instituições e práticas sociais em dois domínios: o material (externo) e o espiritual (interno). O primeiro representa as práticas políticas, econômicas, científicas e tecnológicas e configura o campo de domínio do colonizador. No segundo plano encontram- se as marcas essenciais da identidade cultural, como a religião, a família e a língua, irredutíveis ao controle da administração colonial. No Estado pós- colonial este conflito permanece, fragmentando as identidades individuais.


Palavras-chave


Nação, Identidade, Estado pós-colonial

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Direitos autorais 2018 Gabriela Rocha Rodrigues, Lúcia Sá Rebelo

 


ISSN 1809-3507 | DOI: 10.12957/palimpsesto


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