"O Mahabharata", de Peter Brook - Reflexões sobre intermidialidade e "orientalismo" em uma perspectiva pós-colonial

João Gomes Braatz

Resumo


A proposta deste artigo é analisar as adaptações teatrais e fílmicas feitas do poema indiano Mahabharata dirigidas por Peter Brook, considerando as discussões e críticas feitas às produções, principalmente por autores indianos. O Mahabharata é um texto épico indiano, considerado como uma das maiores produções da história da humanidade em termos de volume, com cerca de 90.000 versos duplos. A linguística sugere que o sânscrito utilizado na obra é de cerca do final do primeiro milênio AEC, pela tradição oral, enquanto a escrita data aproximadamente do século III. Dentre as diversas divisões de textos sagrados, o Mahabharata é entendido como um Itahasa, “aquilo que de fato ocorreu” (iti, “dessa maneira”; ha “de fato” e asa “ocorreu”). Esta obra, então, foi adaptada para o teatro em 1985 e para o cinema em 1989, com a direção de Peter Brook e roteiro de Jean-Claude Carrière. Sendo Brook um inglês, as adaptações do poema suscitaram debates e críticas de autores indianos a respeito da questão colonial envolvida e de uma visão “orientalista”, segundo Said (1998). Assim, além de realizar uma análise desta obra considerando a Intermidialidade entre o épico e o filme produzido, pretende-se contribuir para este debate dialogando com as produções e discussões que abordaram o tema.


Palavras-chave


Mahabharata, Intermidialidade, Orientalismo, Pós-colonialismo

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DOI: https://doi.org/10.12957/nearco.2020.53297

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