Os confinamentos nossos de cada dia e confinamentos outros: correlações heterotópicas entre Lima Barreto e Arthur Bispo do Rosário.

Daniele Gomes, Fernando Mello Machado

Resumo


Este artigo pretende, a partir de diferentes experiências de confinamento, apesar das dessemelhanças conjunturais, explorar as relações criativas que podem ser tecidas entre os sujeitos, de modo a refletir sobre a sua constituição na interação com os espaços. Desde as produções de Lima Barreto e Bispo de Rosário podemos ver que ambos conseguiram se manter (cri)ativos ao longo da trajetória de sequestro institucional e sob o espectro do diagnóstico que os colocava em situação subalternizada e num lugar de impotência. Para tanto, a noção de heterotopia (FOUCAULT, 2013) colabora no entendimento desse tipo de espaço criativo que emerge nas obras em situações de urgência. Essas trajetórias se veem perpassadas pelas ideias de trânsito, passagem, aprisionamento, “prisioneiros da passagem”; a liberdade aparece no horizonte discursivo enquanto prática e nas fissuras por onde irrompem subjetividades forjadas no embate, na crítica, no diálogo e na resistência.   

 


Palavras-chave


instituições psiquiátricas; Lima Barreto; Bispo do Rosário; resistência; criação.

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DOI: https://doi.org/10.12957/mnemosine.2022.66386

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