Editorial

Heliana de Barros Conde Rodrigues

Resumo


“Se você quiser lutar, eis alguns pontos-chave, eis algumas linhas de força...” – é o que parecem dizer, fazendo ressoar o Foucault da primeira aula de Segurança, Território, População, praticamente todos os artigos que
compõem este número de Mnemosine.
As linhas de força trazidas à cena, no entanto, variam bastante de escrito a escrito, e o leitor ora se verá instado a um eco, ora à dissonância – o que não constitui motivo para objeções, mas decerto veicula preocupações. Pois, para usar metáforas (?) hoje quase inevitáveis, aquilo que, como o racismo, o sexismo, a xenofobia, o punitivismo, o especismo, o capacitismo, o auto-empreendedorismo etc. etc., um dia emergiu epidêmico, logo se fez pandêmico e, na sequência (de longa ou curta duração), assentou-se como algo talvez endêmico. Como combater tal circunstância se defendemos,
novamente evocando o “Careca”, a irredutibilidade do querer, a intransigência da liberdade?
Sem descartar a brevidade característica dos editoriais de Mnemosine, cumpre ainda ressaltar a presença, na seção Biografia, de uma evocação à saudosa Sylvia Leser de Mello. Sua força, coragem e delicadeza nos acompanha no enfrentamento desses tempos tão duros.
A despeito deles, boa leitura.
A despeito deles, gratidão a autores, pareceristas e secretária Simone Serafim, que promovem a vida de nossa nanica irreverente.


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DOI: https://doi.org/10.12957/mnemosine.2022.66379

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