Conservar o quê? Do cultivo de margens por entre as rachaduras dos muros

Adrielly Selvatici Santos, Janaína Mariano César, Luciana Vieira Caliman

Resumo


O presente artigo insere-se no campo de estudos da produção de subjetividade e visa problematizar a construção, em nossas sociedades atuais, de modos de subjetivação nomeados aqui como conservadoristas e/ou emparedantes. A partir da interlocução com Foucault, Guattari e Deleuze busca traçar linhas de compreensão acerca das forças de produção desses modos de subjetivação no contexto do Capitalismo Mundial Integrado (CMI) e suas políticas de massificação, bem como acerca de seus efeitos adoecedores, que se manifestam em discursos/práticas de ódio em relação às expressões estrangeiras. Traçamos a pergunta “Conservar o que?”, como um exercício de escuta para invenção de saídas ao conservadorismo como força reativa, visando compreender o que é necessário conservar para que as vidas se expressem no mundo em seu caráter de variação. Com Derrida, entende-se assim a importância da conservação de um “em casa” para a vivência de um mundo compartilhado através da margem outrem.

Palavras-chave


conservadorismo; processos de subjetivação; estrangeiro; outrem; em casa.

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DOI: https://doi.org/10.12957/mnemosine.2021.61859

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