A cidade quando terra: a feira livre orgânica no asfalto em diálogo com os saberes originários

Camila Lenhaus Detoni, Janaína Mariano César

Resumo


Esse estudo busca problematizar modos hegemônicos de vida dos povos da cidade em sua relação com a terra e com o consumo. Para isso, lança um olhar para a feira livre orgânica como maneira de transitar entre modos de vida que fissuram as formas economicistas de nos relacionarmos com o universo ao redor, em diálogo com as cosmovisões dos povos originários. Às brechas liberadas no fazer feira chamaremos antídotos. Entende-se que os feirantes, pequenos agricultores, ofertam saberes que podem contribuir para a construção de outros mundos que não se orientam pela lógica de consumo monocultural. Esse texto caminha, pois, na direção de uma aposta ética no posicionamento inventivo pela criação de vínculos e de mundos.

Palavras-chave


feira livre; saberes originários; subjetividades urbanas; terra

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DOI: https://doi.org/10.12957/mnemosine.2021.61844

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