Rádice: muito prazer! Crônicas do passado e do futuro da Psicologia no Brasil

Alessandra Daflon dos Santos

Resumo


O objeto de investigação da tese de doutorado foi a revista Rádice, produzida por psicólogos, estudantes de psicologia, artistas e jornalistas durante a segunda metade da década de 1970, no Rio de Janeiro.

O trabalho partiu da vontade de saber como a revista foi possível e como foi, para o grupo de colaboradores, produzi-la. A idéia que sustenta este trabalho é a de que existem movimentos instituintes[1] no campo da psicologia, e que a Rádice é um deles. Meu objetivo foi apresentar a trajetória desta revista-acontecimento irradiadora de idéias, pensamentos e discussões que marcaram determinado momento histórico da psicologia no Rio de Janeiro e, por que não dizer, no Brasil.

Esta pesquisa foi fruto de vários e significativos encontros que tenho feito desde a graduação até os dias de hoje – encontros que promoveram incômodos em relação a um certo sentido para a psicologia ou, pelo menos, permitiram desencontrar o sentido dominante que lhe é atribuído. Durante o período de elaboração da tese estive vinculada ao Clio-Psyché, Programa de Estudos e Pesquisas em História da Psicologia, onde se encontram pesquisadores de graduação e de pós-graduação, orientados por “Dona Clio” e “Dona Psyché”[2], e preocupados com os “fazeres e dizeres” da psicologia no Brasil. No encontro da psicologia com a história, esta tornou-se ferramenta de análise sobre a constituição do “universo psi” no Brasil.

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