Redesenhando o lugar da pesquisa – Experimentando a prática da restituição

Lygia Santa Maria Ayres, Daniele de Oliveira Rodrigues, Fernanda Machado Maciel, Fernanda Abreu Mangia de Souza, Fernanda Mendes Lages Ribeiro, Diego Flores, Fernanda Almeida Guimarães

Resumo


Tomando como base pesquisas realizadas pelo programa de Intervenção Voltado às Engrenagens e Territórios de Exclusão Social - PIVETES/UFF-, nas quais buscamos problematizar o lugar ocupado pelos psicólogos no judiciário bem como os efeitos de suas práticas no cotidiano de crianças e jovens do estado do Rio de Janeiro, buscamos evidenciar, nesse texto, algumas análises e considerações de dois momentos vivenciados por esse grupo de trabalho. O primeiro retratou o contexto de realização e análises das entrevistas com alguns psicólogos concursados da Corregedoria Geral de Justiça do Rio de Janeiro, culminando na elaboração de um artigo. O segundo deu visibilidade à experiência da prática da restituição, ferramenta pouco difundida no Brasil e utilizada pela primeira vez nesse grupo. A restituição, um procedimento intrínseco à pesquisa, na visão da Análise Institucional, permitiu à população pesquisada escapar ao lugar instituído de “objeto”, e ao pesquisador sair da posição de “neutralidade” instituída como científica, na medida em que ambos, entrevistadores e entrevistados, participaram de uma discussão coletiva onde puderam juntos analisar os conhecimentos produzidos. Pudemos perceber a riqueza da restituição e suas inúmeras possibilidades de intervenção em nós, enquanto sujeitos comprometidos com a construção de uma psicologia social contextualizada. Em síntese, essa ferramenta produziu e vem produzindo efeitos em nossas práticas que ainda estão sendo assimilados.

Palavras-chave


pesquisa-intervenção; restituição; especialismo psi; judiciário, infância e juventude

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