Massa, literatura e produção de subjetividade

Regina Maria Santos Dias

Resumo


A presença da massa urbana do Rio de Janeiro nos romances de Lima Barreto suscita diferentes interpretações sobre as sensibilidades que se cruzavam nos anos iniciais do século XX. Focalizar as interferências que a escrita barretiana provocou na cena literária carioca no período da Belle Époque tropical permite explicitar o feixe de relações que preenchem as formas hegemônicas que vigoravam naquela sociedade, bem como as resistências que se operavam naquele diagrama de forças. Tal caminho de investigação dispara um minucioso entendimento acerca das potências de vida que metamorfoseiam fluxos de campo social em partículas de afeto pela cidade e pela escrita. Aproximando o conceito de massa de Elias Canetti da noção de multiplicidade de Gilles Deleuze, este trabalho situa a literatura de Lima Barreto como intercessora de um estudo interessado em traduzir um outro entendimento das forças desejantes, afirmando, assim, uma perspectiva política da subjetividade.

Palavras-chave


massa; subjetividade; estética

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