O signo justiça: arena de (d)e(s)ncontro de sentidos

Ilderlândio Assis de Andrade Nascimento, Antonio Flávio Ferreira Oliveira

Resumo


Neste trabalho, analisamos rediscursivizações do símbolo da justiça em charges que circulam na internet e que foram produzidas entre os anos de 2017 e 2019, tendo em vista o cenário de críticas à justiça brasileira, mais precisamente, as críticas tecidas contra alguns eventos ocorridos na esfera jurídica. Para isso, dialogamos com a perspectiva enunciativa do Círculo de Bakhtin, especialmente Bakhtin (2011) e Volóchinov (2017). Assumimos que o símbolo da justiça se constitui signo ideológico, pois é arena de encontro e desencontro de sentidos. As charges analisadas mostram como os autores trabalham a ressignificação dos sentidos de justiça, materializando pontos de vista, posições valorativas diante do atual cenário jurídico-político brasileiro. Por outro lado, os enunciados também desvelam outros discursos, mais precisamente, quanto à figura feminina. Assim, constatamos que as críticas tecidas à justiça utilizavam a figura feminina de forma sensualizada, como garota de programa, como mulher que vende o corpo, como safada. O corpo feminino aparece sempre como objeto à venda e que tem na figura masculina um possuidor, um dono. Desse modo, é possível perceber como o discurso machista atravessa as charges, mesmo que de forma inconsciente, revelando o quanto esse problema se encontra nas estruturas sociais e que afloram em discursos como os analisados.


Palavras-chave


Signo justiça; Ideologia e sentidos; Crítica à justiça; Corpo feminino

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DOI: https://doi.org/10.12957/matraga.2020.47015

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ISSN 1809-3507 | DOI: 10.12957/matraga


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