Intimismo de Belmiro Borba, ironia de Cyro dos Anjos

Carlinda Fragale Pate Nuñez, Eduardo Guerreiro Brito Losso

Resumo


O diário ficcional O Amanuense Belmiro, de Cyro dos Anjos, foi objeto de significativas homenagens da melhor crítica brasileira, mas não conquistou a merecida notoriedade. De sua publicação (1937) até hoje, a obra vem sendo estudada, o que demonstra tanto a propriedade de se manter atual que só as grandes obras possuem, quanto a abertura para novas questões que surgem, ao ritmo das mudanças de interesse, dentro e fora da academia. Este é também o mais contundente sinal de sua riqueza e complexidade. Neste artigo, propomos abordar o romance-diário por aspectos que não constam de sua fortuna crítica, seja porque os estudos não estão em circulação, seja pela habilidade autoral em camuflar seus recursos. Por uma perspectiva que absorve, mas não se circunscreve às reflexões foucaultianas sobre a escrita de si, discutimos quatro tópicas que determinam o caráter problemático do sujeito estético e do livro intimista que ele produz. São elas: a ascese literária, o processo de mitificação moderna, a ironia e o lirismo. Ainda que não obviamente conectadas, essas quatro tópicas integram uma lógica, que passa ao largo dos impasses sobre a identificação autor/narrador.


Palavras-chave


O Amanuense Belmiro; Ascese literária; Ironia; Mito modern; Lirismo; Cyro dos Anjos.

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e-ISSN: 2446-6905 | ISSN:  1414-7165 | DOI: 10.12957/matraga


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