As viagens e o discurso autobiográfico de Nísia Floresta

Constância Lima Duarte

Resumo


Nos livros em que registrou suas viagens pela Europa, Nísia Floresta deixou também, ao lado de reflexões sobre as novas culturas, depoimentos importantes da própria vida. Aliás, praticamente tudo o que se sabe hoje sobre a autora foi encontrado em seus livros, independente deles serem poemas, romances, crônicas ou ensaios, tal o caráter autobiográfico de sua obra. Para este momento, tratarei de um dos livros de viagem: o Itinerário de uma viagem à Alemanha, escrito em francês e publicado em Paris, em 1857. Em seu relato, Nísia Floresta vai privilegiar não a história da cidade que visita, mas a própria subjetividade, ou seja, as emoções que os objetos e os lugares lhe despertam. Através da memória, ela busca reminiscências da infância, ou vai ao encontro de familiares distantes, estejam eles vivos ou não, como forma de novamente re-viver momentos de felicidade. A narradora se coloca no centro da escritura, se auto contempla romanticamente, e tudo o mais parece girar à sua volta.


Palavras-chave


narrativa de viagem; autobiografia; Nísia Floresta.

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e-ISSN 2446-6905 | DOI: 10.12957/matraga


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