Uma pedagogia da escrita: intelectuais lusobrasileiros no século XVIII

Claudete Daflon

Resumo


A atuação intelectual, dentro dos quadros da ilustração luso-brasileira, implicou a adesão inconteste ao princípio da utilidade. A clara tendência ao pragmatismo, por sua vez, atrelou-se ao compromisso com o progresso e a pátria. Nesse sentido, as ações dos intelectuais deveriam ser dirigidas ao fortalecimento do Estado e, consequentemente, da sociedade civil, como propõe Ribeiro Sanches. Desse modo, seria garantida a formação de ilustrados e profissionais que pudessem trabalhar a favor da riqueza do reino. Ao mesmo tempo, a atuação intelectual ganhou relevante dimensão pedagógica, uma vez que se caracterizaria tanto pela divulgação dos ideais ilustrados quanto pela participação no processo de formação educacional. Todavia, confundem-se cientistas e letrados, visto que, por um lado, ambos estariam voltados para a implementação do mesmo projeto político-ideológico; e, por outro, agiriam em diferentes campos discursivos, arriscando-se na escrita da ciência e na poesia. Assim, autores como Francisco de Melo Franco e Manuel da Silva Alvarenga são exemplares de uma atuação que se deu tanto nas letras quanto nos estudos científicos. De modo que, seja na sátira seja na poesia encomiástica, os autores encontram espaço, enquanto homens da ilustração, para uma atuação prática na sociedade.


Palavras-chave


Ilustração; intelectuais; educação; poesia; ciência.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


 


e-ISSN 2446-6905 | DOI: 10.12957/matraga


Matraga é uma publicação do Programa de Pós-Graduação em Letras da UERJ:

UERJ >> Instituto de Letras >> Programa de Pós-graduação em Letras

 


Indexado em:


Licença Creative Commons
A Matraga utiliza uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial 4.0 Internacional.