OS NEGROS BOÇAIS NA SÁTIRA ATRIBUÍDA A GREGÓRIO DE MATOS E GUERRA

Marcello Moreira

Resumo


Demonstra-se, por meio da análise de poema atribuído a Gregório de Matos e Guerra, como a palavra peregrina, cuja doutrina remonta à Retórica de Aristóteles, conquanto proscrita de escritos que primavam pela vernaculidade, nos séculos XVI, XVII e XVIII, é empregada engenhosamente na cidade da Bahia para produzir a figuração de éthe de tipo baixo, que evidenciam o seu tipo de caráter pela lexis faltosa que lhes é própria. No poema que analisamos, palavras de origem tupi ou banta se misturam aos vocábulos portugueses, produzindo mistos monstruosos que se caracterizam por sua baixa perspicuitas ou inteligibilidade. Devido ao comprometimento da perspicuitas pelo acúmulo de palavras peregrinas, sobressai a phoné frente ao logos, efeito de rumorejo que é elocutivamente visado pelo poeta.


Palavras-chave


Gregório de Matos e Guerra; sátira; retórica epidítica; lexis; palavra peregrina

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ISSN 1809-3507 | DOI: 10.12957/matraga


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