“GUERRA DE OLHARES”: EMULAÇÃO E AGUDEZA EM VÊNUS E ADÔNIS (1593), DE WILLIAM SHAKESPEARE

Lavinia Silvares

Resumo


Neste artigo, proponho investigar alguns aspectos da relação entre a emulação dos antigos e a produção da agudeza em Vênus e Adônis, de Shakespeare, publicado pela primeira vez em 1593, em Londres. Nesse poema narrativo, a emulação de uma passagem das Metamorfoses de Ovídio é explícita e marca o lugar de autoridade a partir do qual diversas técnicas retórico-poéticas de amplificação do tópico inventivo e elocutivo serão empregadas para efetuar a agudeza do poema. Assim, proponho discutir como se legitimam as novidades de matéria e estilo poético em Vênus e Adônis ao mesmo tempo em que se preservam, retoricamente, as relações de pertencimento à autoridade antiga imitada. Para esse propósito, refiro-me a um texto preceptivo da época, o Discurso comparativo, de Francis Meres, para discutir como se realiza a operação de associação dos “novos” poetas a autoridades antigas.


Palavras-chave


Poética; retórica; Shakespeare; Vênus e Adônis; Ovídio

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ISSN 1809-3507 | DOI: 10.12957/matraga


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