Um olhar da antropologia das paisagens e espaços sobre o ritual de ukanyi

Dulcídio M. Albuquerque Cossa

Resumo


Neste artigo pretendo incitar um debate assente no entrelaçamento entre o ritual de ukanyi e as noções de espaços e lugares, lugares de memória e morfologia social. Assim, proponho uma discussão que permita um entrosamento entre as perspectivas de Michel de Certeau, François Hartog, Marcel Mauss e o ritual de ukanyi. A partir da compreensão de que forma ou até que ponto tal ritual pode exercer influência sobre as relações sociais e as dinâmicas do espaço rural e urbano reconfigurando-os em antropologicamente construídos proponho pensar os espaços de realização do ritual de ukanyi enquanto lugares de memória e de que modo a morfologia social de Marracuene e Macuane (meus campos de pesquisa) pode ser relativamente modificada à luz da realização do ritual numa determinada época do ano. Para tanto, metodologicamente, opto em um debate baseado na discussão teórica de algumas perspectivas da antropologia das paisagens e espaços capaz de permitir não só a compreensão do ritual de ukanyi, mas também das dinâmicas dos espaços rural e urbano.


 

 


Palavras-chave


Ritual de ukanyi; Espaços; Morfologia Social.

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DOI: https://doi.org/10.12957/intratextos.2017.29774

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