Mundialização, fronteiras e literatura: o romance 2666, de Roberto Bolaño

Francisco José Ramires

Resumo


A intenção deste artigo é analisar o romance 2666, escrito pelo chileno Roberto Bolaño. A tese foi concebida a partir de vários níveis de sobreposições e deslizamentos textuais que constituem a estrutura da obra, não apenas como elementos internos do livro, mas como representação ficcional articulada à realidade latino-americana, marcada por múltiplas mudanças históricas, sociais, econômicas e políticas. Um novo mundo cujas conexões globais permitem frequentes movimentos de ideias, pessoas e capitais. Conexões no seio das quais fronteiras e condições de existência, material e simbólica, são rearticuladas, favorecendo um novo tipo de literatura.

Palavras-chave: Literatura. Fronteiras. Migrações.

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