Como grafitar um castelo medieval: "street art" nas fachadas da nobreza britânica

Alberto Goyena

Resumo


Aproxima-se o dia em que o Instituto Escocês do Patrimônio (Historic Scotland) terá que se posicionar, de forma definitiva, a respeito do curioso caso do Castelo de Kelburn e sua torre grafitada. Trata-se de um acontecimento sem precedentes no país, um evento que tangencia tanto os contornos do vandalismo quanto os da preservação patrimonial. No banco dos réus, um membro da aristocracia britânica se esforça para abrandar o ímpeto conservador de uma tradição. Sua causa inspira desconfortos estéticos, mas não só isso: ela nos faz hesitar sobre o espaço dado às coisas do passado numa época em que o culto ao rétro parece censurar por demais os atrevimentos contemporâneos. Ancorado em pesquisa antropológica, apresento aqui um caso que traz boas questões para a problematização de alguns dos sentidos das políticas de conservação e restauração dos chamados patrimônios históricos ou culturais no contexto de uma Grã-Bretanha contemporânea.

Palavras-chave: Grafite. Vandalismo. Patrimônio.

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