“Eu segurei e ela nasceu!”: percepções do corpo em narrativas de parto

Claudia Barcellos Rezende

Resumo


Analiso neste artigo como a experiência do corpo no parto é narrada por mulheres de camadas médias no Rio de Janeiro, tendo como  eixo central de análise o modo como falam da anestesia no parto. Nos relatos dos dois grupos etários estudados, cada parto traz uma constelação de elementos distintos, como o momento de vida da mulher, a equipe médica e o contexto hospitalar, que produzem uma experiência corporal particular. As referências ao corpo vão além da questão da dor, colocando em foco como ele se torna conhecido e manejado durante o parto.  O modo de falar sobre a anestesia destaca, portanto, o tema do controle e sensação do corpo.  Assim, busco examinar aqui a articulação entre corpo e subjetividade no modo de narrar o parto. Argumento que a vivência do corpo é mediada não apenas por ontologias sobre a relação entre corpo e subjetividade, como também pelas interações com as pessoas presentes no momento do parto, atravessadas por valores morais. 


Palavras-chave


Corpo. Parto. Anestesia. Subjetividade. Mulheres. Camadas médias.

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DOI: https://doi.org/10.12957/irei.2020.54485

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