Rio, Cidade Inteligente? Mobilidade de políticas e políticas de mobilidade no contexto dos megaeventos

Bianca Freire-Medeiros, João Freitas

Resumo


Em paralelo ao urbanismo olímpico, um outro qualificativo de circulação global, igualmente complexo, porém menos discutido pelas ciências sociais brasileiras, emprestou legitimidade ao modelo de gestão urbana que se consolidou no Rio de Janeiro durante o ciclo dos megaeventos. O qualificativo a que nos referimos é o de “cidade inteligente” – tradução não literal de smart city. Nosso objetivo é examinar: a) sua inserção no fenômeno de “mobilidades de políticas”, que pressupõe tanto o fluxo global de ideias, técnicas e práticas encarnadas por políticos, lobistas, empresários etc., quanto a circulação de modelos supostamente eficientes a serem não apenas replicados, mas adaptados e ressignificados em cada localidade; b) suas premissas discursivas e orientações práticas que, apresentadas como politicamente neutras, legitimaram o emprego de sistemas tecnológicos de controle e monitoramento capazes de alterar as “políticas de mobilidade”, acirrando a desigualdade entre regimes de circulação em disputa na metrópole do Rio de Janeiro. 


Palavras-chave


Mobilidades. Fluxos, Rio de Janeiro. Cidade inteligente.

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DOI: https://doi.org/10.12957/irei.2020.54461

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