Trajetórias religiosas de jovens sem religião – algumas implicações para o debate sobre desinstitucionalização

Sílvia Fernandes

Resumo


Nas últimas duas décadas têm crescido o número de pessoas que se declaram sem religião. Quando são analisados os diversos segmentos sociais a partir de bases censitárias, é entre a juventude que se encontram os maiores índices dos que assumem essa autoidentidade. O fenômeno da desinstitucionalização religiosa passou a ser mais estudado a partir do penúltimo censo brasileiro realizado em 2000, que totalizou 7,4% da população brasileira declarando-se sem religião, o que representou um crescimento de aproximadamente 3% em uma década. Em 2010, os sem religião na população brasileira passaram a ser 8%, mas entre os jovens com idade entre 15 a 29 anos esse número chega a 10,1%. Este artigo objetiva compreender a trajetória de três jovens brasileiros sem religião, ex evangélicos residentes em regiões periféricas do Estado do Rio de Janeiro, onde predominam as igrejas evangélicas de corte pentecostal e neopentecostal. Discute-se o processo de construção da identidade juvenil cuja dinâmica rejeita a religião institucionalizada, e analisam-se as percepções desses jovens sobre tal processo.
Palavras-chave:  Juventude sem religião. Ateísmo. Agnosticismo. Desinstitucionalização.


Palavras-chave


Ciências Sociais. Interdisciplinar. Antropologia.

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DOI: https://doi.org/10.12957/irei.2018.39029