Do Que o Nosso Cabelo Gosta: Corporalidade e ativismo negro no discurso das Gurias Crespas e Cacheadas

Josiane Bueno, Ceres Victora

Resumo


Este artigo tematiza a construção de novas sensibilidades étnicas no contexto do grupo Gurias Crespas e Cacheadas, um coletivo de ativismo negro que atua no suporte da transição e manutenção do cabelo “natural”. Argumentamos que essas sensibilidades traduzem e são traduzidas por elementos discursivos que compõem uma “gramática étnica”, potencializada pelo grupo, que institui uma narrativa padrão sobre a linha do tempo "individual", valorizando aspectos de uma estética negra junto a memórias e afetos construídos coletivamente. Produtos e práticas capilares fornecem ingredientes fundamentais para a “transição” do cabelo e das mulheres que nesse processo adquirem capacidades renovadas de transformação do mundo.

Palavras-chave: Corporalidade. Mulheres negras. Emoções.


Palavras-chave


Corporalidade. Mulheres negras. Emoções.

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DOI: https://doi.org/10.12957/irei.2018.35883

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