Materialidades e Maternidades: Agência distribuída e produção de copresença em redes espaço-temporais de cuidado mobilizadas por estrangeiras na Penitenciária Feminina da Capital (PFC) – SP

Bruna Louzada Bumachar, Pedro Peixoto Ferreira

Resumo


Como tornar presente o ausente? Como se fazer presente onde não se está? Fundamentados em uma pesquisa de campo junto a mulheres estrangeiras presas na Penitenciária Feminina da Capital (PFC, São Paulo), propomos uma maneira de abordar os processos por meio dos quais copresenças espaciais e temporais mediadas são produzidas, mantidas e transformadas a partir do imperativo relacional da maternidade. Constatamos que a criação, a manutenção e a transformação de vínculos e relações entre pessoas que não estão imediatamente copresentes estão diretamente ligadas ao esforço que essas mesmas pessoas investem na mediação desses vínculos e relações, agindo indiretamente na vida uns dos outros. Nesse contexto, falar de “maternidade” é falar da produção, pela mobilização de materialidades diversas (agentes humanos e não humanos), de uma copresença dificultada (mas nem por isso impedida) entre mães e fílhos(as); uma presença corporal defasada, estendida, mediada, que pode ser sentida onde o corpo biológico não necessariamente está.

Palavras-Chave: Prisão. Maternidade. Mediação.


Palavras-chave


Prisão. Maternidade. Mediação.

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DOI: https://doi.org/10.12957/irei.2018.35864

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