E a luta continua! #OCUPATUDO: Potência e dilemas da ação política

Ana Luisa Fayet Sallas

Resumo


O presente artigo elabora uma análise dos processos políticos recentes que foram protagonizados por jovens estudantes no contexto das ocupações de escolas do Ensino Médio e universidades públicas em 2016 no Brasil. Analiso esse processo sobre a duas perspectivas: a das relações entre gerações e juventude na contemporaneidade com suas estratégias de ação política diferenciadas das formas convencionais e estabelecidas; e de seu possível vínculo com contexto mais amplo que envolveu o reconhecimento dos jovens e das juventudes como atores políticos, com a criação de dispositivos e instâncias institucionais que promoveram e incentivaram a participação política por meio das Conferências Nacionais de Juventude ocorridas em 2008, 2011 e 2015. Minha hipótese é que os conflitos relacionados ao tema da Educação Pública Superior ganharam centralidade nesse contexto de lutas, bem como sua vinculação a outras bandeiras de reconhecimento como as ligadas às questões raciais, de gênero e LBGT. Procuro recuperar quais foram as demandas gestadas ao longo das Conferências, assinalando o lugar que o tema da Educação Pública Superior ocupou nesse processo e como ganhou centralidade diante do processo regressivo e repressivo desencadeado com o impeachment da Presidenta Dilma Roussef e emergência de grupos políticos que vem colocando o direito à Educação Pública, sob ameaça e objeto de disputa entre grupos/movimentos conservadores como o Escola sem Partido e o Movimento Brasil Livre (MBL).

Palavras-chave: Movimentos estudantis. Ocupações. Democracia.


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DOI: https://doi.org/10.12957/irei.2017.32021

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