Os Mercados e os Dilemas da Autenticidade. Uma análise do Mercado Central de Belo Horizonte

Luciana Andrade

Resumo


Nas últimas décadas, os mercados de abastecimento, presentes em muitas grandes cidades brasileiras, passaram por uma crise e uma nova significação, em função da concorrência com as recentes formas de comércio a varejo. Vários foram fechados, e outros conseguiram sobreviver a partir da narrativa de lugar autêntico e do seu reconhecimento como patrimônio e atração turística. Este artigo propõe discutir essas novas representações dos mercados, assim como os seus dilemas a partir de um caso ocorrido no Mercado Central de Belo Horizonte. Criado em 1929 e situado na área central da cidade, em 2007, o Mercado ocupou as esferas públicas de discussão quando veio a público o fato de que uma antiga loja de alimentos a granel, fechada por decisão de seus proprietários, seria substituída por outra de uma grande rede de eletroeletrônicos.Com base nesse episódio discutem-se as dimensões patrimoniais e turísticas dos atuais mercados ancoradas no discurso da autenticidade. Para tanto, ele se estrutura em três partes. Uma primeira analisa a construção de uma narrativa de autenticidade em torno de bens urbanos, a segunda situa historicamente o Mercado Central, e a última analisa a polêmica desencadeada a partir do fechamento e substituição de uma das suas lojas.

Palavras-chave: Mercado. Autenticidade. Patrimônio.


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DOI: https://doi.org/10.12957/irei.2017.32020

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