Leituras em paralelo: A imaginação crítica de Roberto Schwarz e de Beatriz Sarlo

Maria Caroline Marmerolli Tresoldi

Resumo


Ao perquirirem as origens das tensões e ambivalências que marcam os processos sociais e culturais no Brasil e na Argentina, os nomes de Roberto Schwarz e de Beatriz Sarlo se destacam no cenário da crítica literária e cultural contemporânea. Articulando literatura e sociedade, estética e política, e conjugando crítica e sociologia, o crítico brasileiro e a crítica argentina construíram, cada qual ao seu modo, projetos versáteis para sentir, pensar e atuar em seus países. Considerando a relevância teórica de seus ensaios para a teoria literária e para as ciências sociais, assim como as reflexões acerca da modernidade e do capitalismo vistos de uma de suas periferias, o artigo acompanha, em um primeiro momento, a trajetória intelectual de ambos, e delineia princípios teóricos e metodológicos a partir dos quais são pensados seus projetos críticos. Em seguida, são analisados alguns ensaios de Schwarz sobre Machado de Assis e de Sarlo sobre Jorge Luis Borges, escritores-chaves nas literaturas brasileira e argentina. O objetivo desse segundo movimento analítico é perceber como a problemática da “periferia” continua desafiado nossa imaginação crítica e sociológica, estimulando diferentes respostas artísticas e intelectuais, cuja potencialidade é qualificar o “moderno” a partir de outro ponto de vista e parar de se questionar “que horas são?”.

Palavras-chave: Roberto Schwarz. Beatriz Sarlo. Literatura e Sociedade. Periferias.


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DOI: https://doi.org/10.12957/irei.2017.32016

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