A Noção de Totalidade e o Holograma Sócio-espacial: uma contribuição teórico-metodológica

Álvaro Ferreira

Resumo


Quando se enaltece a «crise dos paradigmas'', acreditamos que o que assim chamamos não é obrigatoriamente algo que nos impede de produzir conhecimento. Na verdade, ela significa o reconhecimento das incertezas e não necessariamente que estejamos em uma situação em que o conhecimento não pode ser produzido ou que, como almejam outros, se localize apenas no marxismo. Há incertezas, mas há recorrência da permanência.  rocuramos abordar a importância do enfoque dialético para a compreensão dos fenômenos estudados pela Geografia a partir da noção de totalidade. Trabalhamos fazendo uma analogia ao princípio hologramático, pois em um holograma se estabelece uma relação peculiar entre as partes de um todo e essa mesma totalidade. É uma relação de inclusão mútua, dinâmica e geradora entre a totalidade e os elementos subjacentes que a compõem, e que ocorre em permanente interação. Através da perspectiva hologramática, percebemos que não só a escala global exerce forte papel na escala local, mas que a própria percepção local do fenômeno global interfere na manifestação local desse fenômeno.


Palavras-chave


Crise dos paradigmas; totalidade; todo e partes; holograma sócio-espacial.

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DOI: https://doi.org/10.12957/geouerj.2003.49221



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ISSN: 1415-7543 | E-ISSN: 1981-9021 | JournalDOI: https://doi.org/10.12957/geouerj

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