Exclusão social, consumo e cidadania

Rosemere Santos Maia

Resumo


Este artigo procura discutir questões fundamentais à análise da exclusão social, fenômeno que, cada vez mais, tem chamado a atenção de pesquisadores e profissionais das mais diferentes disciplinas que voltam seu olhar para a sociedade, donde não se exclui a Geografia. Objetivando superar visões de cunho dual e/ou determinista, abordamos a questão de forma a imbuí-la de outros significados, demonstrando a necessidade de repensar o sentido que hoje se coloca à vivência da Os segmentos pobres da população
urbana têm sido alvo, invariavelmente, de estudos que costumam enfatizar as relações que estabelecem na esfera da produção (trabalho) ou outras que possuem algum conteúdo claramente político — como, por exemplo, suas práticas organizativas. Isto sem falar na questão da violência, que hoje grassa nas grandes cidades e, de modo especial, impõe-se
ao dia a dia destes segmentos específicos. Outras dimensões do seu cotidiano são, não raras vezes, desconsideradas, como se fossem menos importantes ou mesmo dispensáveis à compreensão de seu modo de vida, de sua sociabilidade. MAGNANI já indica esta tendência: Apesar do interesse despertado ultimamente pela condições de vida das populacidadania, para além dos direitos definidos pelo Estado-Nação. Cada vez mais, ela vem sendo perpassada pela lógica do mercado — daí a importância assumida pelo consumo. Além deste sentido, procuramos resgatar a dimensão espacial da cidadania, demonstrando que, em nossa sociedade — e no mundo urbano, em particular —, os excluídos são também segregados espacialmente.


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DOI: https://doi.org/10.12957/geouerj.1999.49050



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ISSN: 1415-7543 | E-ISSN: 1981-9021 | JournalDOI: https://doi.org/10.12957/geouerj

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