DO MODERNISMO AO ALGORITMO: EVOLUÇÃO E PERSPECTIVAS DA POLÍTICA PATRIMONIAL BRASILEIRA

Thiago Serpa Erthal

Resumo


Cultura é um termo de acepção ampla e, salvo se restrito em sua dimensão espacial e temporal, possui uma polissemia que dificulta sobremaneira sua conceituação. Daí porque, para entender a política pública de proteção do patrimônio cultural nas duas décadas do século XXI e as perspectivas futuras, é pertinente fazer uma investigação dos atores e premissas teóricas envolvidas na seleção dos bens materiais e imateriais a serem acautelados. Esse é o objetivo do presente artigo. Para alcança-lo, inicialmente se analisou a influência do pensamento modernista nas três primeiras décadas desde seu surgimento (1937-1967). Nessa chamada fase heroica, prevalecia a concepção dessa elite intelectual daquilo que deveria representar simbolicamente a cultura nacional. Em seguida, a aproximação do patrimônio cultural com o desenvolvimento econômico alterou significativamente os parâmetros de valoração e gestão. Diversos planos de financiamento se imbricaram diretamente com os critérios teóricos de seleção, influenciando-os e sendo influenciados numa complexa dinâmica de pensamento e ação. Nesse contexto, concluiu-se que uma das marcas da política pública patrimonial nas duas décadas do século XXI foi a relativa descentralização político-administrativa de sua execução, mesmo que com revezes. Por fim, propôs-se em perspectiva uma potencial migração desse protagonismo estatal – centralizado ou descentralizado – para as grandes empresas de tecnologia, em especial com a difusão da cultura dos algoritmos.

Palavras-chave


Patrimônio cultural. Política pública. Modernismo. Desenvolvimento econômico. Algoritmo

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DOI: https://doi.org/10.12957/geouerj.2020.48419



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ISSN: 1415-7543 | E-ISSN: 1981-9021 | JournalDOI: https://doi.org/10.12957/geouerj

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