(RE)EXISTÊNCIA DOS PRODUTORES DE ABACAXI EM MONTE ALEGRE DE MINAS (MG) / (RE) EXISTENCE OF PINEAPPLE PRODUCERS IN MONTE ALEGRE DE MINAS (MG)

Alessandra Rodrigues Guimarães, Vera Lúcia Salazar Pessôa

Resumo


doi: 10.12957/geouerj.2017.25056

As atividades agropecuárias sempre foram a base da economia do município de Monte Alegre de Minas. No que se refere à produção do abacaxi, a história desse cultivo no município iniciou-se na década de 1940, por um produtor natural de Caicó (RN). Desde então, a produção começou a se expandir no município. A década de 1980 foi o período auge de produção. O município foi reconhecido, nacionalmente, como a “Capital Nacional do Abacaxi”, pois tinha uma produção anual de 149 milhões de frutos colhidos. Entretanto, no final da década de 1990, esta produção começou a decair, devido a fatores, como o custo de produção, falta de incentivos, a inserção da cana-de-açúcar no Triângulo Mineiro, o cultivo da soja e do milho. E, com isso, muitos produtores interromperam o cultivo do fruto, pois estavam obtendo mais lucro com o plantio de outras lavouras, do que com o próprio cultivo do abacaxi. Mesmo apresentando decréscimo na produção, o cultivo de abacaxi em Monte Alegre de Minas causou uma (re)organização produtiva no município. Desse modo, o presente trabalho visa mostrar as estratégias de reprodução dos agricultores familiares produtores de abacaxi, frente às transformações socioespaciais e econômicas no município de Monte Alegre de Minas (MG).


Palavras-chave


Cultivo de abacaxi. Processo produtivo. Agricultura familiar. Resistência. Monte Alegre de Minas (MG).

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DOI: https://doi.org/10.12957/geouerj.2017.25056



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