A POLÍTICA NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO REGIONAL E AS “PORTAS DE SAÍDA” PARA OS BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA

Antonio Paulo Cargnin, Pedro Silveira Bandeira

Resumo


Doi: 10.12957/geouerj.2015.18769

 

Este artigo tem como objetivo contribuir para a discussão sobre as “portas de saída” do Programa Bolsa Família, implementado pela administração federal. Argumenta que é necessário fortalecer as políticas de desenvolvimento regional, no Brasil, para que os beneficiários desse programa que vivem em regiões pobres ou pouco dinâmicas possam ter maior facilidade para integrar-se às atividades produtivas, deixando de ser dependentes do auxílio governamental. O texto analisa a distribuição territorial desses beneficiários e demonstra que os municípios pequenos e médios do interior, com maiores percentuais em relação ao total de famílias, não por acaso, são os que geram menor número de oportunidades para o emprego formal. A educação e a capacitação têm sido os principais instrumentos propostos para possibilitar a inserção das populações hoje dependentes de programas sociais nas atividades produtivas. No entanto, na ausência instituições fortes e de políticas que ajudem a criar maior número de oportunidades nessas regiões pobres ou menos dinâmicas, as únicas opções para os beneficiários, depois de educados e capacitados, serão migrar em busca de emprego ou continuar na dependência de auxílio governamental.

Palavras-chave


Planejamento Territorial; Desenvolvimento Regional; Políticas Públicas; Política Nacional de Desenvolvimento Regional; Bolsa Família.

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DOI: https://doi.org/10.12957/geouerj.2015.18769



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