A FRAGILIZAÇÃO DOS ESPAÇOS PÚBLICOS A PARTIR DA UTILIZAÇÃO DE CÂMERAS DE VIGILÂNCIA NA CIDADE DE VILA VELHA (ES)

Iafet Leonardi Bricalli, Cláudio Luiz Zanotelli

Resumo


doi: 10.12957/geouerj.2016.16928

O artigo aborda o tema da fragilização dos espaços públicos num contexto de utilização de câmeras de vigilância, cuja problematização será feita a partir de um estudo de caso do sistema de câmeras da cidade de Vila Velha, localizada na Região Metropolitana de Vitória, Espírito Santo. Pretende-se desconstruir os discursos das administrações públicas que utilizam as câmeras sob a justificativa do “combate à criminalidade” e/ou do aumento da “sensação de segurança” proporcionada aos cidadãos, bem como demonstrar os prejuízos causados a algumas das condições que pressupõem os espaços públicos considerando as câmeras como objetos técnicos que exercem a função de controle sobre os sujeitos sociais e seus espaços. Utilizamos como metodologia a observação participante para acompanhamento do trabalho realizado no espaço onde as câmeras são operadas, bem como acompanhamos o cotidiano de três áreas monitoradas, entrevistando transeuntes, moradores e comerciantes. Os resultados indicam alguns fatores que impõem limites ao trabalho da vigilância, a aparente indiferença com que os cidadãos se relacionam com as câmeras e a fragilização dos espaços públicos, na medida em que as câmeras são potenciais e reais ameaças à liberdade, à pluralidade e à vida cotidiana dos cidadãos.


Palavras-chave


vigilância; câmeras; espaços públicos; segurança; Vila Velha.

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DOI: https://doi.org/10.12957/geouerj.2016.16928



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