AS INTERAÇÕES ESPACIAIS NA CONFIGURAÇÃO E PRODUÇÃO DOS ARRANJOS FUNCIONAIS DAS CIDADES MÉDIAS

Marcos Jorge Godoy, Renan Fernando Castro, Flamarion Dutra Alves

Resumo


DOI: 10.12957/geouerj.2015.11192

 

Este artigo visa repensar a temática das interações espaciais sobre a perspectiva da reprodução socioespacial que envolvem as cidades médias. De tal maneira, fizemos uma releitura de autores como Richard Hartshorne, Edward Ullman e Roberto Lobato Corrêa sobre as definições das interações espaciais ao longo de cada momento histórico, apontando as contribuições de cada um desses autores para o assunto em questão. A materialização das formas e estruturas que configuram as cidades de médio porte é singular. Desse modo, não podemos generalizá-las, muito menos limitar nosso pensamento na conformidade de uma caracterização da dinâmica funcional dessas cidades como sendo reflexo das ações que decorrem nas metrópoles. Sendo assim, as cidades médias são classificadas por constituírem uma configuração que se diferencia das cidades grandes e metrópoles. Sua dinâmica evidencia uma interação entre campo e cidade, expressa pelas ruralidades que se entrelaçam sobre o urbano. Um entrelaçamento da divisão territorial do trabalho. As interações com outros centros urbanos estruturam e dão forma às redes geográficas regionais pautadas por cidades de pequeno e médio porte, e inserem essas cidades numa lógica orientada por uma economia globalizada. O que evidencia o caráter contraditório do processo de produção e reprodução socioespacial, visto através das espacialidades heterogêneas e singulares que se criam e recriam sobre a conformidade dessas interações espaciais às diferenciando da metrópole.

Palavras-chave


Interações Espaciais. Cidades Médias. Produção do Espaço.

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DOI: https://doi.org/10.12957/geouerj.2015.11192



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