PAISAGEM E SIMBOLISMO: REPRESENTANDO E/OU VIVENDO O “REAL”?

Maria Helena Braga e Vaz da Costa

Resumo


Entendo que as representações fílmicas da cidade são potenciais “mapas de significados” (Aitken e Zonn, 1994) através dos quais o mundo contemporâneo pode ser explorado, Norman Denzin (1991) considera as representações do real, como essenciais para as experiências do real já que hoje experimentamos uma “cinematização” da vida contemporânea. Da mesma maneira que Denis Cosgrove (1984) admite que “a paisagem é uma maneira de ver”, ou ainda, “é uma maneira de fazer o mundo visível”, podemos compreender que um sistema de representação como o cinema é simultaneamente uma maneira de ver e de representar o mundo. Buscando exemplos no desenvolvimento simbólico da paisagem urbana de Nova York, na representação fílmica dessa paisagem e em fatos concretos, como o ataque terrorista ao World Trade Center, este estudo procura oferecer uma compreensão  do imaginário da cidade. Este trabalho é resultado de um esforço no sentido de colocar em pespectiva imagens reais e virtuais do ataque ao World Trade Center em Nova York, chamando a atenção para o contexto no qual essas imagens estão inseridas e oferecendo uma interpretação delas dentro do pensamento teórico da geografia cultural.


Palavras-chave


Geografia Cultural; cinema; Nova Iorque, World Trade Center

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DOI: https://doi.org/10.12957/espacoecultura.2008.6144

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