A DIFUSÃO ESPACIAL DE UM SANTUÁRIO: APONTAMENTOS PARA O ESTUDO DA DIMENSÃO EXTRATERRITORIAL DE FÁTIMA

Maria da Graça Mouga Poças Santos

Resumo


Ao estudarmos a projecção geográfica do Santuário de Fátima, impõe-se a constatação de que a mesma não resulta apenas da medição ou avaliação da quantidade de pessoas que o visitam, assim como a determinação da respectiva área de influência (regional, nacional ou internacional) não deriva simplesmente da verificação da proveniência predominante dos peregrinos/turistas.

O objectivo deste artigo situa-se, em consequência, na outra vertente – a da difusão de Fátima que se obtém através de outros meios que não as peregrinações. Neste sentido lançámos mão, de dados menos utilizados e que dizem respeito a informações relativas à transposição de denominações, invocações, devoções ou iconografia características de Fátima para outros locais do mundo (paróquias, santuários, igrejas, capelas e altares).

Para este efeito, após alguma reflexão teórica, apoiada numa breve síntese bibliográfica, apresentaremos um conjunto de indicadores relativos ao que chamamos de forças centrífugas (por oposição às forças centrípetas que associamos aos fluxos humanos atraídos a Fátima) que, a partir da Cova da Iria, se fazem sentir em sucessivos círculos concêntricos relativos a Portugal, à Lusofonia e ao Mundo Católico, portadores de uma dimensão extraterritorial de Fátima.


Palavras-chave


lugar simbólico; difusão espacial; santuário; Fátima

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DOI: https://doi.org/10.12957/espacoecultura.2008.6134

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