COSMOPOLITISMOS ALTERNATIVOS E RELIGIOSIDADES FLUIDAS NA URBE: REPENSANDO CIDADE E RELIGIÃO SOB O PRISMA DA GEOGRAFIA CULTURAL

DIOGO CARDOSO

Resumo


Este artigo tem a proposta de revisitar o universo das práticas urbanas e religiosas sob o prisma da Geografia Cultural, conectando as duas dimensões às políticas de comunitarização e de deslocamento adotadas pelos agrupamentos contemporâneos. Cidade e religião são sistemas culturais multifásicos, ataviados às demandas das sociedades cada vez mais dependentes da fluidez (cidade) e do êxtase (religiosidade). Isso define a condição cosmopolita de diversos segmentos sociais em busca do encontro, sempre imprevisto, com o outro na cidade. E com a religião não tem sido diferente, aja vista a efervescência religiosa que o Brasil experimenta, motivando filiações e núcleos proselitistas a adotar uma postura de diálogo com o outro religioso e mundano. Este texto procura repensar as relações entre cidade e religião na modernidade e na dissidência pós-modernista, tendo o cosmopolitismo como pano de fundo para enveredar pelos paradoxos e potências do cotidiano urbano expressos no trânsito dos agentes pelas instituições e nos sítios simbólicos de pertencimentos que configuram territórios inter e justapostos, deshierarquizando (mas não eliminando!) demarcações espaciais tradicionais como bairro, vizinhança, paróquia e o clube esportivo.


Palavras-chave


Geografia Cultural, cidade, religião, cosmopolitismo, território.

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