A FAVELA E O SERTÃO NA FOTOGRAFIA DE MAURICIO HORA: A CONSTRUÇÃO DA UMA NARRATIVA DE PRESENÇA E LEGITIMIDADE

Júlia Santos Cossermelli de Andrade

Resumo


Maurício Hora é um fotografo do morro. Nascido e criado na Favela da Providência, esse menino - que foi filho de traficantes da década de 1970 – se tornou uma importante liderança dos movimentos sociais da região portuária e um artista reconhecido não apenas na cena nacional. Seu trabalho vem ganhando cada dia mais espaço desde o momento que se inicia uma disputa simbólica das representações sobre o Rio e sobre a região onde se instalou o Porto Maravilha. Esse grande projeto urbano, que visou unicamente o incremento turístico e a revalorização do solo através de um conjunto de dispositivos urbanísticos da operação urbana, se insere justamente no território de intensa disputa dos grupos populares que sempre estiveram ali e que exigem a legitimidade de permanecerem; negros quilombolas, favelados, pobres. A obra de Hora ganha força de narrativa contra-hegemônica ao afirmar a presença destes outros sujeitos problematizando as propostas de políticas urbanas do governo do estado.

 


Palavras-chave


Porto Maravilha; discurso contra-hegemônico; favela; fotografia

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DOI: https://doi.org/10.12957/espacoecultura.2019.48816

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