REDES MUSICAIS E (RE)COMPOSIÇÕES TERRITORIAIS NO PRATA: POR UMA GEOGRAFIA DA MÚSICA

Lucas Manassi Panitz

Resumo


Este artigo trata das relações entre as redes musicais no espaço platino e suas repercussões territoriais. A partir de um desenho de pesquisa multilocalizado, buscou-se entender como se deu o processo de formação de algumas das atuais redes musicais transfronteiriças entre Argentina, Brasil e Uruguai. Para isso, articulamos quatro eixos. O primeiro expõe um breve histórico da Geografia da Música. O segundo trata da presente construção teórica e metodológica da pesquisa. O terceiro eixo atenta para as represent[ações] geografizantes e territorializantes, valorizando tanto as representações do espaço quanto as práticas espaciais. O quarto eixo defende que as redes musicais em questão promovem uma [re]composição territorial da cultura no Prata, transculturando referenciais brasileiros e rioplatenses, tradicionais e contemporâneos, e idiomas e gêneros musicais. Nessa [re]composição, cidades como Porto Alegre, Pelotas, Buenos Aires e Montevidéu, apontam para uma rede de produção cultural colada a um imaginário geográfico transfronteiriço. Por fim, o autor chama a atenção para a compreensão das redes musicais como forma de desvelar outras integrações culturais, políticas e econômicas na América do Sul.


Palavras-chave


Geografia da Música; espaço platino; estética do frio; redes musicais

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DOI: https://doi.org/10.12957/espacoecultura.2019.48531

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