OS MAPAS JORNALÍSTICOS SOBRE AS UNIDADES DE POLÍCIA PACIFICADORA COMO REPRESENTAÇÃO VISUAL DO FAVELISMO

Liebert Rodrigues

Resumo


No contexto dos conflitos decorrentes da implantação das Unidades de Polícia Pacificadora nas favelas cariocas, o jornal O Globo representou através de mapas a favela em seu noticiário sobre o tema. Partindo do princípio de que os mapas são imagens que se apresentam enquanto ‘verdades’ sobre o espaço e que o jornal é um veículo de comunicação que fabrica ‘verdades’, o presente trabalho tem como objetivo demonstrar que esses mapas jornalísticos apresentaram uma forma de representação que pode ser reconhecida como favelismo. Em referência ao orientalismo de Edward Said, o favelismo foi o termo cunhado por Márcia Pereira Leite para denominar as representações hegemônicas que inferiorizaram um determinado Outro  – os indivíduos associados à favela e o seu espaço. Analisaremos o favelismo enquanto uma matriz de discursos inferiorizantes que se manifestaram nesses mapas jornalísticos, que produziram e reproduziram uma determinada imaginação geográfica sobre as áreas favelizadas.


Palavras-chave


favelismo; mapas jornalísticos; Unidade de Polícia Pacificadora; geografia imaginativa; discursos sobre o Outro

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DOI: https://doi.org/10.12957/espacoecultura.2016.31758

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