COLEÇÃO DE IMAGENS: A CRÍTICA DA INVENÇÃO DA PAISAGEM NO ROMANCE DE LIMA BARRETO

Carmem Lúcia Negreiros de Figueiredo

Resumo


O trabalho discute a apropriação estético-política da natureza, pela Literatura Brasileira, em dois momentos: o século XIX e o Romantismo; as primeiras décadas do século XX, com estudo das obras de Lima Barreto (1881-1922). A Literatura realiza um processo de invenção da paisagem, na reunião tensa de imagens oriundas da iconografia de viajantes, de motivos edênicos, da mescla entre arte e ciência tipicamente romântica, do pitoresco como estratégia. Reunião de elementos extraídos de contextos diversos, como uma coleção, mas organizados em narrativas que dialogam com recursos de romances-folhetins. A elaboração das imagens de paisagem por Lima Barreto, permite um duplo e simultâneo movimento: retira do visível seu aspecto natural e realiza um aprofundamento do sujeito, para além da subjetividade (numa religação com a  memória que resgata mitos); produz uma interessante reflexão acerca da tradição cultural e literária na construção da paisagem, como elemento significativo da identidade cultural brasileira.


Palavras-chave


Paisagem; Lima Barreto; Romance

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DOI: https://doi.org/10.12957/espacoecultura.2014.18931

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