REINTERPRETAR SEMPRE E OS HORIZONTES DA HISTÓRIA

Pedro Geiger

Resumo


Linguagem e vocabulário se modificam, elas acompanham as transições dos modos de produção. A maior compreensão dos desenvolvimentos históricos de tempos idos muito profundos se realiza através da re-interpretação dos conceitos de antigos vocábulos. Principalmente, quando estas re-interpretações podem ser alinhados com descobertas arqueológicas, seguindo o princípio de que “é o presente que explica o passado”. Neste trabalho é realizado um “estudo de caso”, tendo como objeto passagens escritas em Hebraico de uma “grande narrativa”, o Livro do Gênesis, suposto como sendo uma coletânea de memórias orais provenientes dos mais profundos tempos. Frases e termos aparentemente fantasiosos, ou misteriosos, aparecem na parte inicial de Gênesis, a exemplo das duas formas do nome de Deus em Hebraico, uma no singular, Jeová, e uma outra no plural, Ahelohim. Ou quanto a estórias, como a que se refere a Chanoch, que passeou com Deus e desaparecendo; a referente a uma época de início da invocação de Deus; a uma época de aparecimento de gigantes sobre a superfície terrestre; ao cruzamento de filhos de Deus com as filhas do homem; etc. Comparando-se estas afirmações com as mais recentes descobertas arqueológicas, é possível afirmar que elas nos falam da convivência de homens sapiens com os homens de Neanderthal e que durou por cerca de 10.000 anos. Aproximadamente, entre há cerca de 35.000 a 25.000 anos.  Conclui-se que, já há muito, o Velho Testamento vinha contando algo que ainda não era conhecido, o encontro sapiens/Neanderthal.  Se a Bíblia nos parece que “nem sempre tem razão”, por outro lado, ela pode “possuir razões que ainda não percebemos”.p


Palavras-chave


vocabulário e linguagem; “grandes narrativas”; Velho Testamento, arqueologia, encontro homo sapiens e homo Neanderthal

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