AFINAL, O QUE É TRAGÉDIA?

Alexandra Marla Marques da Rocha

Resumo


              Percebe-se que o tempo dá conta de fazer mudanças não só em nós, seres de linguagem, mas também, e por extensão, no sentido das palavras. Tragédia, por exemplo, palavra que vem do grego traigoidia, pelo latim tragoedia, adquiriu grafias distintas como já se observa, mas também sentido diverso ao longo do tempo. Antes, porém, da referida análise, seria o caso de verificar o conceito de tragédia que tem início com os tragediógrafos gregos e assume variações de sentido até a contemporaneidade. Para observar tal alteração, faz-se necessário revisitar o passado, especificamente, a antiga Grécia, uma vez que lá foi o berço desse gênero literário. É certo que, mais afastado ou semelhante em seu sentido ao que os gregos atribuíam ao termo, a palavra “tragédia” perdura ainda hoje em temas de romances, dramas, contos, poesias. Utilizado em notícias para qualificar acidentes e catástrofes, o termo também compõe o vocabulário da vida doméstica, atribuído a desafortunados e às vezes simples acontecimentos do dia a dia. O terror e a piedade que sentimos, hoje, diante de acontecimentos inesperados, a que chamamos de tragédias, evidencia, que os homens mantêm em sua história, desde o princípio de sua existência, sentimentos que afloram de modo similar. Para discorrer sobre a origem da tragédia grega, consultamos os autores: Jacqueline de Romilly (1997), Albin Lesky (1990) e o indispensável estagirita Aristóteles. Quanto à tragédia moderna nos pautaremos nas reflexões de Williams (2002), Machado (2006) e Serra (2006).


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DOI: https://doi.org/10.12957/ellinikovlemma.2017.33683

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