Continuidade, pausa e movimento no tecido urbano: a Cidade da Música na Barra da Tijuca – Rio de Janeiro

Tania da Rocha Pitta

Resumo


Ontem homogêneas, hoje híbridas, plurais, as cidades estruturam nossa percepção do mundo. A energia transmitida pela matéria, resultado da ação e da reação entre as formas, estrutura a cidade e seus lugares de convívio. Da mesma maneira que toda construção intervém na paisagem, toda cidade também precisa ser legível, ter pontos de referência, para não se tornar um caos. Um ambiente posto em ordem se torna uma vasta trama de referência. Em seu plano piloto, Lúcio Costa previa para a Barra da Tijuca uma ocupação do solo composta de edifícios e de grandes jardins públicos que seriam espaços de socialidade. Porém, diferentemente de Brasília, onde o fundiário pertencia ao Estado, as previsões de Lúcio Costa vão ser alteradas. Condomínios, escritórios, jardins privatizados e centros comerciais vão vir se instalar nestas últimas décadas. Hoje, a Cidade da Música, projetada por Christian de Portzamparc, vem se instalar na Avenida das Américas ultrapassando seu estatuto de simples projeto de arquitetura e dando aos habitantes a ocasião de se reapropriarem de um pedaço de cidade perceptível ao longe e “significante”.

Palavras-chave


tecido urbano; arquitetura; Cidade da Música.

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DOI: https://doi.org/10.12957/contemporanea.2010.702

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