“O que é bello é para se ver, só o feio é immoral”: o processo disciplinador dos corpos de atrizes na mídia impressa nas últimas oito décadas

Autores

  • Luiza Real de Andrade Amaral

DOI:

https://doi.org/10.12957/contemporanea.2010.697

Palavras-chave:

Corpo, Representações, Imaginário, Mídia.

Resumo

Atualmente, muito se fala sobre a estética feminina, especialmente, na mídia. São inúmeras publicações e programas de televisão dedicados ao assunto, além das reportagens sobre celebridades que, frequentemente, discutem a (boa ou má) forma física das celebridades. Mas será que esta preocupação é tão recente quanto geralmente imaginamos? Durante uma pesquisa realizada no arquivo do jornal O Globo, nos deparamos com o especial Um inquérito esthético, publicado 1926, que reproduzia textos com declarações pejorativas em relação às formas femininas das atrizes da época. Este artigo pretende identificar as similaridades entre o imaginário sobre o corpo da mulher publicado na série Um inquérito esthético e em matérias mais recentes, principalmente pela revista Veja, entre 2007 e o primeiro trimestre de 2008. Para compreendermos melhor a questão do corpo e realizarmos a análise pretendida, utilizaremos como referências teóricas conceitos como o de técnicas corporais de Marcel Mauss, o de corpos dóceis de Michel Foucault e o de dominação masculina de Pierre Bourdieu.

Biografia do Autor

Luiza Real de Andrade Amaral

Mestre em Comunicação social pela UERJ.

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Publicado

2010-07-16

Edição

Seção

Artigos