“O que é bello é para se ver, só o feio é immoral”: o processo disciplinador dos corpos de atrizes na mídia impressa nas últimas oito décadas

Luiza Real de Andrade Amaral

Resumo


Atualmente, muito se fala sobre a estética feminina, especialmente, na mídia. São inúmeras publicações e programas de televisão dedicados ao assunto, além das reportagens sobre celebridades que, frequentemente, discutem a (boa ou má) forma física das celebridades. Mas será que esta preocupação é tão recente quanto geralmente imaginamos? Durante uma pesquisa realizada no arquivo do jornal O Globo, nos deparamos com o especial Um inquérito esthético, publicado 1926, que reproduzia textos com declarações pejorativas em relação às formas femininas das atrizes da época. Este artigo pretende identificar as similaridades entre o imaginário sobre o corpo da mulher publicado na série Um inquérito esthético e em matérias mais recentes, principalmente pela revista Veja, entre 2007 e o primeiro trimestre de 2008. Para compreendermos melhor a questão do corpo e realizarmos a análise pretendida, utilizaremos como referências teóricas conceitos como o de técnicas corporais de Marcel Mauss, o de corpos dóceis de Michel Foucault e o de dominação masculina de Pierre Bourdieu.

Palavras-chave


Corpo; Representações; Imaginário; Mídia.

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.12957/contemporanea.2010.697

Indexada em: Latindex . Univerciência . Doaj
Rua São Francisco Xavier, 524 -10 º Andar - Sala 10129 Bloco F - Maracanã - Rio de Janeiro - RJ
cep: 20550-013 | E-mail: ppgcomdivulga@gmail.comcontemporanea.revista@gmail.com

Facebook: facebook.com/contemporanea.uerj