Turismo, cultura e lazer: significado e usos sociais do Parque do Museu Mariano Procópio

Euler David de Siqueira, Monalisa Alves Barbosa, Virgílio César da Silva e Oliveira

Resumo


Quando pensa-se em lazer e, mais precisamente, em espaços de lazer na atualidade, é preciso pensar em todo o contexto que envolve tal atividade. O lazer é, assim como o turismo, uma construção social, mediada por lógicas culturais distintas e também um fato histórico. A Revolução Industrial foi responsável pela separação dos espaços – espaço do trabalho, espaço da família, espaço do lazer. Somente após a Revolução Industrial, que instaurou um ethos (GEERTZ, 1978) do trabalho e dividiu o mundo entre o campo do trabalho e o tempo do não-trabalho, o lazer emerge como algo bastante significativo na vida das pessoas. Desde então, o lazer ampliou-se e cresceu de valor, achando-se em plena expansão. Segundo Gustavo Luis Gutierrez (2000) não se pode dizer que o lazer, como objeto de estudo, esteja ressurgindo no cenário contemporâneo. O que acontece é que sua importância cresce a olhos vistos e o lazer pode vir a ocupar o centro das preocupações de muitos pesquisadores das ciências humanas. Os espaços de lazer tornam-se cada vez mais numerosos e são cada vez mais procurados por todas as camadas da população. Á medida em que o campo do trabalho produtivo de mais-valia se esvazia de sentidos e significados, cresce, portanto, uma esfera onde os sujeitos podem, de muitas formas, expressar-se fora de uma relação de expropriação marcada pelas relações de trabalho.

Palavras-chave


trabalho; tempo; mais-valia

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DOI: https://doi.org/10.12957/contemporanea.2006.17584

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